Sem querer fazer
estardalhaço, o momento não tá para otimismo. Embora ainda não tenham sido
divulgados os dados que medem o PIB de 2015, sabe-se que este foi um ano
péssimo para a economia brasileira. Os mais otimistas dizem que 2016 não ficará
muito atrás. Na melhor das hipóteses, o atual ano será ruim. E essa recessão
tem números: retração de 3,5% a 4%. Como dormir com um barulho desses?
Entre uma dificuldade no Congresso aqui e um pacote de medidas acolá, o governo tenta acelerar a economia, sabendo que precisa pisar no freio do gasto público. A gastança desenfreada encontrou seu limite.
Desgovernado, o país patina na pista do mundo civilizado. Este ano, nosso crescimento, projetado pelo FMI, deve ficar abaixo dos emergentes (4,3% para eles e -3,5% para nós).
A casa da mãe Joana está mais bagunçada até mesmo que seu quintal. A retração econômica da América Latina como um todo deve girar em torno de 0,3%.
Para a governanta, é apenas um acidente de percurso, um ponto fora da curva. Para os brasileiros, com seus salários amassados pela inflação alta, ou simplesmente sem emprego algum, é uma tragédia total. A desordem parece não ter fim.
Olhando para o seleto grupo dos BRICS, o qual o país ainda pertence, a mediocridade ressurge ainda mais esplendorosa. Espera-se um desempenho pior que o da Rússia, a letra "R" do clubinho – com sua economia em frangalhos, em virtude da queda do preço do petróleo e pelos embargos sofridos recentemente em razão das temerárias atitudes geopolíticas do Sr. Putin –, deve retrair próximo de 1%, este ano. A presidente, por sua vez, esquece de olhar para o próprio umbigo e volta seus olhos para fora. Segundo ela, a culpa é da crise internacional. Com efeito, não é possível ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de miséria, acontece que mais parecemos uma fortaleza imersa na escuridão da falta de idéias.
Atualmente, o governo tem apelado, suplicado e até mesmo implorado para que os brasileiros contribuam para o país sair o mais rápido possível da recessão. Em horário nobre, os petistas pedem aos compatriotas a difícil tarefa de trabalhar mais e reclamar menos. Os brasileiros até podem atender a tal demanda, desde que, por um lado, os escândalos de corrupção cessem e os culpados sejam devidamente punidos; por outro, os 9 milhões de desempregados – até o momento – consigam algum emprego, produto raro ultimamente no mercado. Não podemos nos calar diante dos fatos.
Enquanto a luz dessa situação ideal não se firma, batucamos em panelas tão vazias quanto nosso saco de paciência. Debruçados nas janelas dos quartos, apagando e ascendendo as luzes, a classe média (ou simplesmente “coxinhas”, para alguns), se recusa a ouvir os impropérios proferidos pela presidente e seu bando. Fica o som do panelaço no lugar do vazio deixado pela falta de governabilidade.
Entre uma dificuldade no Congresso aqui e um pacote de medidas acolá, o governo tenta acelerar a economia, sabendo que precisa pisar no freio do gasto público. A gastança desenfreada encontrou seu limite.
Desgovernado, o país patina na pista do mundo civilizado. Este ano, nosso crescimento, projetado pelo FMI, deve ficar abaixo dos emergentes (4,3% para eles e -3,5% para nós).
A casa da mãe Joana está mais bagunçada até mesmo que seu quintal. A retração econômica da América Latina como um todo deve girar em torno de 0,3%.
Para a governanta, é apenas um acidente de percurso, um ponto fora da curva. Para os brasileiros, com seus salários amassados pela inflação alta, ou simplesmente sem emprego algum, é uma tragédia total. A desordem parece não ter fim.
Olhando para o seleto grupo dos BRICS, o qual o país ainda pertence, a mediocridade ressurge ainda mais esplendorosa. Espera-se um desempenho pior que o da Rússia, a letra "R" do clubinho – com sua economia em frangalhos, em virtude da queda do preço do petróleo e pelos embargos sofridos recentemente em razão das temerárias atitudes geopolíticas do Sr. Putin –, deve retrair próximo de 1%, este ano. A presidente, por sua vez, esquece de olhar para o próprio umbigo e volta seus olhos para fora. Segundo ela, a culpa é da crise internacional. Com efeito, não é possível ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de miséria, acontece que mais parecemos uma fortaleza imersa na escuridão da falta de idéias.
Atualmente, o governo tem apelado, suplicado e até mesmo implorado para que os brasileiros contribuam para o país sair o mais rápido possível da recessão. Em horário nobre, os petistas pedem aos compatriotas a difícil tarefa de trabalhar mais e reclamar menos. Os brasileiros até podem atender a tal demanda, desde que, por um lado, os escândalos de corrupção cessem e os culpados sejam devidamente punidos; por outro, os 9 milhões de desempregados – até o momento – consigam algum emprego, produto raro ultimamente no mercado. Não podemos nos calar diante dos fatos.
Enquanto a luz dessa situação ideal não se firma, batucamos em panelas tão vazias quanto nosso saco de paciência. Debruçados nas janelas dos quartos, apagando e ascendendo as luzes, a classe média (ou simplesmente “coxinhas”, para alguns), se recusa a ouvir os impropérios proferidos pela presidente e seu bando. Fica o som do panelaço no lugar do vazio deixado pela falta de governabilidade.